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Mindfulness e Depressão

Complemento à psicoterapia



A depressão é hoje considerada uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo, estima-se que aproximadamente 4,4% da população mundial é afetada por esta condição. Os sintomas podem incluir alterações de humor, incapacidade em sentir prazer ou satisfação, fadiga, sentimentos de incapacidade, inutilidade ou culpa, aumento ou diminuição de apetite e consequentes alterações de peso, alteração dos padrões de sono, agitação física, e no extremo pensamentos suicidas. Com o objetivo de potencializar os resultados dos tratamentos convencionais, várias alternativas têm sido sugeridas, sendo o Mindfulness umas das propostas cujas pesquisas demonstram relevância no que diz respeito à depressão, mas não só.


Com maior número de estudos científicos encontram-se os programas de redução do stress baseado em Mindfulness ou Atenção Plena (MBSR), que desenvolve a prática do mindfulness direcionada à gestão e redução de stress, e a terapia cognitiva baseada em Mindfulness (MBCT). Ambos os programas são compostos por sessões orientadas por um profissional certificado, e às sessões presenciais acrescem prática que a pessoa deverá realizar em casa, de modo a integrar os conteúdos progressivamente no seu dia a dia.


Vários estudos relacionam a prática de Mindfulness a melhorias na autorregulação e no bem-estar subjetivo. Estes resultados verificam-se a longo prazo (meses), mas também a curto prazo (4 dias), tendo um impacto positivo no humor, na capacidade de tomar decisões e atingir objetivos, na redução da fadiga e ansiedade, entre outros.


É importante notar que para beneficiar dos efeitos do Mindfulness a longo prazo e no dia a dia, a prática da meditação precisa ser integrada, o que significa que deve ser vista como uma prática contínua, e não apenas pontual, contribuindo no seu global para uma alteração de estilo de vida.




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